DESCUBRA COMO O PAPEL HIGIÉNICO PODE IMPACTAR NAS METAS DE REDUÇÃO DO CO2

Combater as alterações climáticas passa por inúmeros ajustes operacionais dentro de empresas e indústrias. Mas já pensou que bem ali, na casa de banho, pode estar um forte aliado com significativo impacto no âmbito da RSE-UE ?

É urgente responder às alterações climáticas com ações que diminuam o seu impacto e preservem a vida deste planeta. E isto, já sabemos todos. 

Mas o que poucos de nós sabe, é que em Portugal, o consumo médio anual em 2019 de papel higiénico foi de 7.4Kg, ou seja, cerca de 137 rolos de papel higiénico por ano, por pessoa. Dados atualizados demonstram um aumento crescente no uso do produto, inclusive de papéis com folhas triplas e quadruplas.

Mas o que é que este produto tão indispensável e que usamos diariamente, quase sem pensar, tem a ver com as alterações climáticas e a redução do CO2?

Para fabricar cada rolo de papel higiénico são usados 140 litros de água.

Para além do alto consumo de recursos e poluição gerada na fabricação do papel, enfrentamos aqui outro problema:

As árvores mais utilizadas para fornecer as fibras de celulose e que representam em totalidade as áreas de cultivo para a indústria papeleira em Portugal, são os Eucaliptos e os Pinheiros, sendo estes em menor porcentagem. 

O Eucalipto, apesar de ser uma bela árvore exótica, tem contra si o fato de ser exótica, ou seja, não faz parte da constituição original da mata portuguesa.

Há alguns milhões de anos atrás, por exemplo, a floresta de Portugal Continental era muito semelhante à floresta que hoje ainda persiste na Ilha da Madeira.

Com as alterações climáticas, as espécies mais resistentes ao calor e aos incêndios típicos de verão, resistiram e se espalharam. Carvalhos, Castanheiros, Sobreiros, Azinheiras, Nogueiras, Medronheiros… eram grande parte da floresta portuguesa. O pinheiro já existia há alguns séculos em Portugal, mas se restringia ao litoral, para conter o avanço das dunas. O famoso Pinhal de Leiria, mandado plantar por D. Dinis, é exemplo disso.

Fonte: Vortexmag

Estas duas árvores são altamente inflamáveis e servem de combustível para as chamas. Sem contar o empobrecimento do solo e o consumo de água.

A plantação de eucalipto visando unicamente uma maior viabilidade económica para a indústria papeleira, gera a desertificação do clima e do solo. Esta árvore necessita de aproximadamente 30 litros de água por dia, o que acaba gerando um grande déficit hídrico nas regiões onde são cultivadas. A plantação é cortada com cerca de 7 anos, deixando o solo empobrecido e exposto à erosão. A recuperação destas áreas degradadas gastam enormes quantias de dinheiro por parte das autoridades competentes.

Por tudo o que implica a desflorestação, os incêndios e o desequilíbrio nos biomas em termos de alterações climáticas, é urgente a busca por novas fontes de matéria prima e soluções realmente sustentáveis para o nosso ciclo de consumo.

Em busca de soluções, surge o papel reciclado, que por algum tempo foi aclamado como uma solução sustentável, sendo que hoje em dia já sabemos que não é bem assim.

O processo de reciclagem de papel é algo complexo e envolve várias etapas. 

Cerca de 25% do papel utilizado para reciclagem vêm da coleta seletiva em Portugal, e os outros 75% são de aparas e restos da fabricação do papel virgem.

Os custos envolvidos contemplam desde a coleta do material a uma seleção criteriosa, pois nem todos os resíduos podem ser aproveitados, e ainda é necessário uma limpeza posterior que também envolve poluentes químicos, para garantir a qualidade do papel.

Mesmo assim, alguns aspectos positivos existem, como uma árvore ser poupada a cada 50kg de papel reciclado. Mas está longe de ser solução.

Mas e se a produção de papel higiénico, papel toalha, lenços, toalhitas e guardanapos recorresse a outro tipo de celulose?

Os cofundadores da empresa inglesa The Cheeky Panda, Julie & Chris, em viagem à China em 2016, viram um enorme excedente de Bambu desperdiçado e pensaram: por que não estamos usando essa solução mais sustentável em vez de árvores?

Afinal de contas, a sustentabilidade começa com a fonte. O bambu é a planta de crescimento mais rápido do mundo – o que a torna extremamente renovável e sustentável.

O Bambu não é árvore, mas ele também forma maciços florestais chamados de bambuzais. A sua colheita é anual assim como a sua renovação que se dá pela brotação de novos colmos a partir dos rizomas subterrâneos. Em cada moita chegam a nascer 10 novos colmos por ano. Um material realmente milagroso por sua capacidade de regeneração após cada colheita.

Uma mudança diária pode fazer a diferença no mundo!

O bambu utilizado nos produtos desenvolvidos pela The Cheeky Panda é comprado no sudoeste da China – porque há muito bambu por lá! O bambu cresce selvagemente em vastas montanhas, e a maior parte do material colhido ia para o lixo, até que este casal inglês previu o futuro. 

Gentil para a pele!

As fibras longas e suaves do bambu retêm menos partículas de poeira e são naturalmente hipoalergênicas, perfeitas para peles sensíveis. 

Ao contrário da produção de papel tradicional, o bambu não precisa de fertilizantes, pesticidas ou quaisquer outros produtos químicos nocivos. 

O uso do bambu na fabricação do papel significa cerca de 65% menos de emissão de carbono comparado ao uso de celulose de árvore virgem e 31% menos comparado ao papel reciclado.

A The Cheeky Panda em 2017 se tornou a primeira empresa com carbono balanceado do mundo! As emissões inevitáveis com a fabricação e o transporte dos papéis de bambu até a sua empresa ou casa, são compensados com uma doação de cada venda para o World Land Trust e seu trabalho vital na proteção e restauração das florestas tropicais do mundo.

A medição destas emissões é realizada com a ajuda da The Carbon Footprint Ltd (TCF).

Toda a linha de produtos inovadores é certificada FSC, vegan, livre de crueldade animal, natural e feita de bambu 100% sustentável. 

A empresa se tornou uma Corporação B  certificada, o que significa que defendem os mais altos padrões de responsabilidade social e sustentabilidade. 

Combater a escravidão moderna e o tráfico humano é mais do que um compromisso, é uma missão. Por isso, para além das certificações, a The Cheeky Panda tornou-se um membro apoiador da Social Enterprise UK – líderes globais em empreendimentos sociais.

Foi em 2019 que a The Cheeky Panda investiu na expansão significativa do canal B2B, ao disponibilizar papel higiénico em formato industrial para abastecer escritórios, hotéis, departamentos governamentais e muito mais.

O uso do papel higiénico The Cheeky Panda traz um claro benefício ambiental como se comprova nos estudos de caso da HM Treasury e do prédio pertencente ao grupo editorial britânico Northern & Shell. Clientes de peso, como Google e IBM, também já aderiram a esta mudança.

E isso não se deve ao fato de ser livre de carbono na produção, embora ofereça um impacto bem menor comparado às alternativas baseadas em árvores. Mas sim, a garantia de Carbono Balanceado é o que torna os produtos The Cheeky Panda 100% compensados.

O papel higiénico de bambu reduzirá as emissões de carbono do seu negócio em 1 tonelada por 1.000 pessoas ao mês, ou 1 tonelada por 100.000 visitantes em um local.

A compensação total de carbono permite que a sua empresa tenha emissões líquidas zero para todas as suas necessidades de papel higiénico, reduzindo significativamente sua pegada de carbono por meio de uma pequena mudança na aquisição.

Podemos a esta altura nos perguntar: mas se o papel está relacionado ao bambu desde a sua descoberta na China, em 105 (d.C.), e há imenso excedente de bambu com destino ao lixo, porque a indústria papeleira ainda não olhou para isso?

Talvez porque a indústria papeleira está bem estabelecida há mais de 100 anos, o que dificulta reestruturar suas plantas de produção sem pesados investimentos e mudanças de paradigmas.

Hoje há somente dois países com bambuzais suficientes para suprir as necessidades da fabricação de papel: a China e a Índia. Em menor escala, vemos produções em Myanmar, Vietnam e Brasil. Todas se comprovam excelentes e lucrativas para os produtores, para o planeta, e para os consumidores.

O futuro do papel sustentável passa pelo Bambu!

E o futuro dos processos industriais transparentes passa pelo real investimento em responsabilidade ambiental e social, e pela compreensão de que não é possível ter as mesmas margens de lucro, quando a conta à pagar envolve as alterações climáticas, visto que sem planeta, não temos nada.

Ficou curioso para conhecer o papel higiénico de bambu?

Clique aqui e peça já uma demonstração dos produtos The Cheeky Panda e um orçamento personalizado com um demonstrativo de redução da pegada de CO2 da sua empresa somente com esta pequena, mas significativa, mudança.

Junta-te a nós!

Publicado por Paloma Brum

Brasileira, vegan, vive desde há 4 anos em Portugal. Orienta-se por viver e trabalhar de forma a promover a sustentabilidade.

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